O Campus do Pici recebe, até amanhã (7), uma multidão de estudantes na I Feira das Profissões. Cerca de cinco mil jovens visitam diariamente o evento, para saber mais sobre os 100 cursos de graduação da UFC.
“Eu sou muito indecisa. Fiz vários testes de vocação e os resultados são totalmente diferentes: Administração, Direito e Medicina. Tenho medo de, só depois de entrar no curso, descobrir que não era o que eu imaginava”, desabafou Natália Porto, 16 anos.
Natália e as amigas, todas alunas de uma escola particular de Fortaleza, passaram ontem (quarta-feira) por seis estandes e aprovaram a iniciativa. “Alguns estão bem lotados, mas dá para esclarecer as dúvidas”, avaliou.
As informações sobre os cursos são repassadas por quem, não faz tanto tempo, passou pelas mesmas angústias dos pré-universitários: os próprios estudantes da UFC. A formanda Lúcia Aguiar, que está prestes a concluir a graduação em Letras, é uma das que se propuseram a contribuir com a Feira das Profissões.
Ela disse que a maioria dos que visitam o estande do curso são oriundos de escolas públicas. “Ainda existe um preconceito social grande. As pessoas acham que o destino de quem faz Letras é apenas ser professor e ser mal remunerado. Eu procuro desmistificar isso. Digo que existe um leque de opções no mercado de trabalho. É possível trabalhar com tradução, revisão literária ou pesquisa. É um campo muito rico”, argumentou.
Segundo Lúcia, alguns estudantes parecem estar bem decididos quanto à escolha profissional. Outros, no entanto, chegam confusos e com muitas dúvidas. É o caso de Paulo Victor Farias, 17 anos, aluno do 3º ano da rede pública de ensino. O jovem explicou que, onde estuda, são poucas as informações sobre o mundo das profissões.
Enquanto em colégios do setor privado há suporte especial para pré-universitários – com direito a apostilas especiais, acompanhamento psicológico etc. –, nas escolas públicas falta apoio a quem está perto de encarar o Vestibular. “A gente tinha uma professora que acompanhava as novidades da UFC e repassava para gente, mas ela saiu da escola”, lamentou.
Após a visita à Feira, Paulo conseguiu se aproximar de uma possível decisão. “O que eu mais gostei aqui foi a parte de Engenharia de Pesca. Parece ser bem difícil, mas é interessante”, animou-se.
A IMPORTÂNCIA DA FEIRA E DA EDUCAÇÃO
Como você, estudante universitário, secundarista, trabalhador, enfim a sociedade em geral, vê a Universidade?
Geralmente como um simples modelo de formação de profissional para o mercado de trabalho, ou seja, os estudantes passam a ser simples mercadorias, não atendendo assim o processo de formação acadêmica, principalmente das Universidades Públicas, que deveriam ser de formação social, pessoal, enfim, de humanizar, o que era pra ser correspondido para a sociedade, dando um retorno, se torna por fim uma simples saída para poder ganhar mais, e muitas vezes grandes empresar subordinarem as pessoas a preços de mão-de-obra e carga horária de trabalho excessivas, a tão famingerada "mais valia" que Marx falava.
Temos que começar a discernir para que estamos na Universidade e porque tantas outras milhões de pessoas não tem a mesma oportunidade que a gente de fazer parte dela, de poderem querer ser algo mais que um simples objeto de trabalho, que muitas vezes é barrado de mostrar seus sentimentos, suas vontades, censurado nas suas ações, essa Feira das Profissões tem que mostrar muito mais que um simples projeto de mercado, tem mostrar na realidade para que a Universidade serve, seus papéis no âmbito da Extensão, da Pesquisa, do Ensino, os chamados tripés da Universidade.
Romper as barreiras das desilgualdades...
Fim do Vestibular já!
Por outra forma de avaliação, diga NÃO ao ENADE!
À Luta companheiros.
Extensão (clique aqui)

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