domingo, 22 de novembro de 2009

LETRAS,

"AINDA É CEDO PARA FECHAR AS PORTAS"

CHAPA 01



O Movimento Estudantil de Letras vive em um momento de muitas espectativas, de quem serão seus novos reresentantes.

Chamamos a tod@s a fazerem parte desse processo legitimo, e que com certeza será votado com consciência pelos alunos.

Nós do Moviemento Mudança temos a total e absoluta certeza de que a Chapa 01 é a melhor opção para o Curso de letras, pela maneira de fazer Movimento Estudantil de seus integrantes, como pelo vontade de continuar o que está bom do Centro Acadêmico e melhorar, e muito, as coisas que ainda faltam ou que não foram .

Chamamos a todos os Estudantes que querem ver o CA sempre de portas abertas, e não como foi o "Letras e Lutas", que agora parece um projeto que vemos de "Letras em Movimento", queremos sim um CA ativo, mas de Portas Sempre Abertas!


Por isso a Chapa 01 conta com o Apoio da Atual Gestão do Centro Acadêmico Patativa do Assaré, e com os representantes no Ceará da Executiva Nacional de Letras : Lilian , Seris e Kall.

Vamos lá pessoal, nos dias 23, 24 e 25 de novembro, votem 01!

domingo, 27 de setembro de 2009

O que já realizamos



Alguns acreditam no paralelismo do Universo como força que move o mundo, e esquecem de fazer o mais simples, concretizar os sonhos, nós, por outro lado, estamos certos de que a via de construção parte de um diálogo diferenciado, por isso conseguimos tantas conquistas!

O que fizemos de diferente!!!

• Conquista da Residência Universitária do PICI, para 200 estudantes, no valor aproximado de R$ 1,5 milhão, que será construída já em 2009;

• Conquista de R$ 550 mil em emendas parlamentares para o ano de 2008, das quais R$ 400 mil para o DCE e CA´s, R$ 100 mil para a reforma do R.U. do Benfica e R$ 50 mil para a Faculdade de Medicina do Cariri;

• Conquista da reforma do Parque Esportivo do campus do Pici, incluindo as piscinas;

• Conquista do novo bloco didático da FEAACS, que será construído em 2010;

• Construção da área de convivência do CH1;

• Conquista dos ônibus para circulação interna no Campus do Pici;

• Conquista do aumento da quantidade e do valor das Bolsas para os estudantes;

• Dobramos o valor das diárias para as aulas de campo de R$ 10 para R$ 20;

• Conquista do Cardápio Vegetariano no R.U;

• Realização do Bandeijão Cultural

• Regularização e informatização do processo de carteira de estudante;

• Regularização do horário de funcionamento do DCE Benfica e da situação trabalhista dos empregados;

• Jornal do DCE com as informações da Gestão;

• Calouradas Gerais gratuitas , respeitando a pluralidade de gostos musicais dos estudantes com debates sobre Reforma Universitária;

• Realização do projeto “Trote Cidadão UFC” por duas vezes;

• Conquistamos uma vaga nos Conselhos Universitários, com direito a voz, para a Diretoria do DCE;

• Repasse INÉDITO da parcela do valor das carteiras de estudante que cabe aos Centros Acadêmicos(Lei municipal, 8.130/98) de forma transparente e eficiente;

• Planejamento de Gestão entre os CA´s e o DCE em Pentecoste, culminando com várias conquistas para os estudantes através da “Carta de Pentecoste”;

• Realização do I Festival Universitário de Bandas;

• Apoio e fomento às atividades esportivas através da formação das Atléticas nas Unidades Acadêmicas, política atualmente abandonada;

• Realização dos Jogos Internos da UFC;

• Reabertura e reforma, com recursos próprios, da sede do DCE do Pici que estava fechada;

• Apoio às atividades acadêmicas realizadas pelos cursos;

• Ônibus garantido para todos os eventos do M.E. nacional;

• Primeiro contato com o M.E. de Sobral e do Cariri, ajudando aos estudantes do interior na concepção e realização dos seus projetos;

• rticipação da Comissão de Elaboração do Projeto REUNI - UFC (Programa de Reestruturação e Expansão das Universidades);

• Promoção de debates para discutir o REUNI;

• Idealização e organização do 1° Festival UFC de Cultura “Ecos de 68”;

• Organização da Palestra com Leonardo Boff “Educação e Ecologia: Por uma Cultura de Paz e Sustentabilidade”;

• Participação da I Jornada de Lutas pela Educação da UNE no Ceará;

• Participação da Comissão de Elaboração do Plano Nacional de Assistência Estudantil da UFC;

• Idealização e organização do I Encontro Acadêmico de Políticas Ambientais voltadas para o Semi-árido;

• I Encontro de Centros Acadêmicos voltado para às Políticas Ambientais.

• Garantia de verba específica no valor de R$ 180.000 para participação de estudantes em encontros;

• Confecção e entrega do “manual dos bixos”, que foi entregue aos estudantes que ingressaram na Universidade em 2009;

• Apoio as equipes e atletas da UFC em competições estaduais e nacionais;

• Apoio aos eventos de C.A’s como semana de cursos e torneios esportivos na capital e no interior do estado


Por Amor a UFC = chapa 02

NOSSAS PROPOSTAS!


ASSISTÊNCIA ESTUDANTIL

• Criação de creches para atender filhos de estudantes;
• Garantir que as Bibliotecas Universitárias funcionem
em 3 turnos e aos sábados
• Lutar e garantir a construção do R.U, de um Plano
Diretor e de uma área de convivência para o campus do
Porangabussu;
• Ampliar a conquista do cardápio vegetariano no
R.U e a melhoria da qualidade das refeições e dos
serviços prestados;
• Lutar pelo funcionamento do R.U no período noturno;
• Lutar pelo aumento dos valores e quantidades
das bolsas de assistência;
• Melhorar a relação com os Residentes Universitários
através do COREU e FEOP

COMUNICAÇÃO

• Trabalhar pela democratização das informações
para toda a Comunidade Acadêmica;
• Garantir a instalação e liberação da Rede Wireless
em toda a Universidade (Fortaleza, Quixadá, Sobral
e Cariri);
• Conseguir espaço na Revista e Jornal da UFC para o
Movimento Estudantil;
• Criação do “Mural da UFC” em espaços estratégi-
cos da Universidade;
• Construir o sítio eletrônico do DCE da UFC.
• Publicar no sítio do DCE relatórios quinzenais sobre
os processos de carteira de estudante;

MOVIMENTO ESTUDANTIL E DCE-UFC

Realizar o 6° congresso de estudantes da UFC no ano de
2010, em um dos campis avançados;
Gestão com planejamento interno entre os Campis Forta-
leza, Sobral, Cariri e Quixadá ainda no ano de 2009 e um
calendário conjunto de atividades do ano de 2010;
Gestão organizada e com regimento interno, definido as
funções de cada diretoria.
Gestão descentralizada com pautas específicas para
cada Campus;
Realizar semestralmente planejamento com as entida-
des estudantis, a fim de colher as demandas dos cursos e
encaminhá-las a administração superior, assim como feito
com a carta de Pentecoste na gestão DCE diferente;
Criar os núcleos temáticos do DCE, fomentando a parti-
cipação de toda a comunidade universitária nos projetos
estudantis (ex: núcleo de cultura,esporte, opressão,etc);
Realizar a semana de recepção de calouros no início de
cada semestre, apresentando a Universidade aos calouros,
realizando debates e atividades culturais;
• Criar uma ouvidoria do DCE que atenda às deman-
das estudantis, e busque encaminhamento para os
problemas;
• Promover ações com os demais movimentos sociais
e de Juventude

ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO

• Criação de Núcleos Temáticos sobre Assuntos Estu-
dantis;
• Participar com os estudantes nas discussões de pro-
jetos políticos pedagógicos dos cursos;
• Incentivar a criação de PET´s em curso que ainda
não existam;
• Criação de ilhas de inclusão digital nas sedes do
DCE;
• Cobrar da Universidade que a avaliação de profes-
sores ocorra e que os resultados sejam públicos;
• Pressionar a administração superior pela melho-
ria e reforma de laboratórios e a regularização
das aulas práticas;
• Lutar pelo aumento dos valores e quantidades das
bolsas de ensino, pesquisa e extensão;
• Aumento do valor das diárias das aulas de campo;
• programas de apoio para grupos de estudos

GÊNERO E OPRESSÕES

• Participação no Encontro de Mulheres Estudantes
da União Nacional dos Estudantes – UNE;
• Incentivo à Projetos de Extensão que discutam as
relações de gênero na sociedade;
• Realizar 1° encontro de gênero e diversidade sexual
na Universidade
• Discussão sobre cotas sociais e raciais, por maior
acesso da população à Universidade

EDUCAÇÃO SUPERIOR E A UFC

Lutar pela Universidade pública e gratuita, buscando
sempre a excelência acadêmica;
Promover audiência junto a bancada Federal Cearense e
o MEC para o aumento de verbas para a Universidade;
Por mais contratação de professores efetivos;
Promover e fomentar debates sobre os assuntos de inte-
resse nacional dos estudantes,como reforma Universitária,
ENADE, Novo modelo de Vestibular, em atenção aos inte-
resses dos estudantes da UFC;
Acompanhamento da implantação do REUNI, reali-
zando debates com os novos estudantes oriundos do
programa;
Defender mais recursos para a renovação e ampliação do
acervo das Bibliotecas da UFC;
Lutar pela democracia efetiva na Universidade, através
de eleições diretas e paritárias para Reitor, conselhos su-
periores e departamentos;
Pela adequação dos espaços físicos da Universidade para
portadores de necessidades especiais;
Lutar pela criação da Faculdade de Letras

ESPORTE E LAZER

Dar continuidade ao fortalecimento do desporto univer-
sitário;
Ampliação do horários de utilização dos equipamentos
esportivos da Universidade (Piscinas e Quadras) ;
Realizar o I Campeonato de Esporte de Praia da UFC
Reivindicar da Reitoria a revitalização e ampliação dos
aparelhos esportivos da UFC;
Fortalecimento e criação de novas Atléticas no interior
e capital;
Lutar pela democracia efetiva na Universidade, através
de eleições diretas e paritárias para Reitor, conselhos su-
periores e departamentos

MEIO AMBIENTE

• Implantação da Coleta Seletiva de resíduos sólidos
na universidade;
• Implementação de material reciclável (papel, copos...)
nos eventos da UFC e do DCE;
• Campanha para a preservação do patrimônio am-
biental da Universidade;
• Lançar a campanha “adote uma caneca”, visando
diminuir a utilização de copos descartáveis no R.U

CUTLTURA E ARTE

• Criar o Centro Universitário de Cultura e Arte (CUCA);
• Realizar o II Festival de Cultura da UFC em 2009;
• Realizar o “Bandejão cultural”, garantindo a inte-
gração dos estudantes;
• Apoiar a realização das calouradas nos cursos garan-
tindo a pluralidade cultural e musical e garantir pelo
menos uma Calourada Geral por ano;
• Realização do Festival Universitário de Teatro;
• Realizar o Festival Universitário de Bandas

POR AMO A UFC - CHAPA 02

Formamos um grupo de estudantes com o foco no que influencia e atinge diretamente o estudante e a UFC, tentando sempre buscar o “Universal pelo Regional”. Fazemos um Movimento crítico, mas inovador. Criativo em seus métodos e linguagem, o Movimento que não fica só no discurso, acreditando que a resolução de todos os problemas não se dá sendo contra tudo e contra todos.
Buscamos transformar efetivamente a Universidade. O estudante percebe isso, por isso confia e acredita em nosso trabalho, realizado diariamente em nossos cursos. A idéia de ser Diferente conquista mentes e corações e ganha cada vez mais espaço na UFC, contando de forma cada vez mais consolidada com a adesão dos estudantes dos campi de Sobral, Cariri e Quixadá!
Com toda União em torno desse projeto para a UFC, o estudante só tem a ganhar, assim como toda a comunidade universitária. Precisamos estar fortes e sintonizados com as mudanças pelas quais a UFC vem passando, para que possamos garantir a Universidade Pública, Gratuita e de Qualidade que tanto queremos!
Devemos estar preparados para representar TODOS os estudantes enquanto DCE, promovendo as discussões e fomentando os inúmeros projetos que acontecem todos os dias entre nós.
É para este Movimento, o qual trabalha com a base, que nós queremos chamar sua atenção. Construímos uma nova cultura de Movimento Estudantil. Este acontece quando o estudante participa de grupos de estudo, dedica-se aos esportes, à pesquisa, à extensão. Enfim, para nós, Movimento Estudantil não se restringe aos CA’s e ao DCE, mas é realizado também quando o estudante se movimenta e contribui com a UFC em outras áreas.
Precisamos, como em qualquer gestão que funcione, de organização interna, agendas, pautas, calendário de atividades, conclamando os estudantes à participação, buscando resultados concretos e a proximidade com quem representamos.
Queremos deixar transparecer o brilho nos olhos, a vontade de fazer este Movimento Estudantil, a indignação com a realidade, o sonho por um outro mundo mais justo e mais humano.
O debate nacional sobre a Universidade Pública deve ser feito sempre, porém, não concordamos em resumir nossa gestão a defesas ou ataques a governos ou entidades, seja quais forem, pois o nosso foco é a UFC e seus estudantes,razão da sua existência.

Agora, desejamos somar mais esforços e multiplicar as conquistas que já tivemos desde 2006, e queremos dar continuidade às transformações na UFC. Por isso, queremos VOCÊ conosco para juntos mostrar que fazemos um Movimento Estudantilplural e representativo. Nossa chapa foi capaz de agregar diversos estudantes, da quase totalidade dos cursos, da capitale do interior, em amplo movimento buscando lutar por nossosdireitos e atuar por transformações efetivas em nossa realidade. Queremos agora que você se una a nós nessa luta para
construir uma nova Universidade Federal do Ceará.


VOTE CHAPA 2 – POR AMOR A UFC!



nossa comunidade no orkut : link

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Mais uma Baixaria no Senado



Tasso VS Renan
















um pilantra a mais outro a menos...

Agora pelo menos o povo cearense sabe: além do Tasso comprar jatinhos com o dinheiro públioc , ainda fica com os voadores para ele!


A gente merece!

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Feira das Profissões na UFC


O Campus do Pici recebe, até amanhã (7), uma multidão de estudantes na I Feira das Profissões. Cerca de cinco mil jovens visitam diariamente o evento, para saber mais sobre os 100 cursos de graduação da UFC.

“Eu sou muito indecisa. Fiz vários testes de vocação e os resultados são totalmente diferentes: Administração, Direito e Medicina. Tenho medo de, só depois de entrar no curso, descobrir que não era o que eu imaginava”, desabafou Natália Porto, 16 anos.

Natália e as amigas, todas alunas de uma escola particular de Fortaleza, passaram ontem (quarta-feira) por seis estandes e aprovaram a iniciativa. “Alguns estão bem lotados, mas dá para esclarecer as dúvidas”, avaliou.

As informações sobre os cursos são repassadas por quem, não faz tanto tempo, passou pelas mesmas angústias dos pré-universitários: os próprios estudantes da UFC. A formanda Lúcia Aguiar, que está prestes a concluir a graduação em Letras, é uma das que se propuseram a contribuir com a Feira das Profissões.

Ela disse que a maioria dos que visitam o estande do curso são oriundos de escolas públicas. “Ainda existe um preconceito social grande. As pessoas acham que o destino de quem faz Letras é apenas ser professor e ser mal remunerado. Eu procuro desmistificar isso. Digo que existe um leque de opções no mercado de trabalho. É possível trabalhar com tradução, revisão literária ou pesquisa. É um campo muito rico”, argumentou.

Segundo Lúcia, alguns estudantes parecem estar bem decididos quanto à escolha profissional. Outros, no entanto, chegam confusos e com muitas dúvidas. É o caso de Paulo Victor Farias, 17 anos, aluno do 3º ano da rede pública de ensino. O jovem explicou que, onde estuda, são poucas as informações sobre o mundo das profissões.

Enquanto em colégios do setor privado há suporte especial para pré-universitários – com direito a apostilas especiais, acompanhamento psicológico etc. –, nas escolas públicas falta apoio a quem está perto de encarar o Vestibular. “A gente tinha uma professora que acompanhava as novidades da UFC e repassava para gente, mas ela saiu da escola”, lamentou.

Após a visita à Feira, Paulo conseguiu se aproximar de uma possível decisão. “O que eu mais gostei aqui foi a parte de Engenharia de Pesca. Parece ser bem difícil, mas é interessante”, animou-se.


FONTE



A IMPORTÂNCIA DA FEIRA E DA EDUCAÇÃO

Como você, estudante universitário, secundarista, trabalhador, enfim a sociedade em geral, vê a Universidade?

Geralmente como um simples modelo de formação de profissional para o mercado de trabalho, ou seja, os estudantes passam a ser simples mercadorias, não atendendo assim o processo de formação acadêmica, principalmente das Universidades Públicas, que deveriam ser de formação social, pessoal, enfim, de humanizar, o que era pra ser correspondido para a sociedade, dando um retorno, se torna por fim uma simples saída para poder ganhar mais, e muitas vezes grandes empresar subordinarem as pessoas a preços de mão-de-obra e carga horária de trabalho excessivas, a tão famingerada "mais valia" que Marx falava.

Temos que começar a discernir para que estamos na Universidade e porque tantas outras milhões de pessoas não tem a mesma oportunidade que a gente de fazer parte dela, de poderem querer ser algo mais que um simples objeto de trabalho, que muitas vezes é barrado de mostrar seus sentimentos, suas vontades, censurado nas suas ações, essa Feira das Profissões tem que mostrar muito mais que um simples projeto de mercado, tem mostrar na realidade para que a Universidade serve, seus papéis no âmbito da Extensão, da Pesquisa, do Ensino, os chamados tripés da Universidade.


Romper as barreiras das desilgualdades...

Fim do Vestibular já!

Por outra forma de avaliação, diga NÃO ao ENADE!

À Luta companheiros.



Extensão (clique aqui)

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Ações Públicas Fortalecem a Arte e Cultura do Estado Através do Audiovisual



Cine Ceará se consolida como mais importante evento do audiovisual no Estado


O Cine Ceará - Festival Ibero-Americano de Cinema, consagrado como um dos maiores eventos da sétima arte no Brasil, chega à sua 19º edição levando ao público cearense uma parcela significativa da produção de cinema e vídeo ibero-americanos.31/07/2009
O evento, que conta com o apoio da Prefeitura Municipal de Fortaleza e está sendo realizado na capital cearense, até o dia 4 de agosto, possibilita o intercâmbio entre os produtores brasileiros e de outros países, além de divulgar os novos talentos na área do audiovisual.Nessa edição, o Festival exibe oito filmes de longa metragem na Mostra Competitiva, que vão concorrer ao troféu Mucuripe e ao prêmio de Melhor Filme, no valor de US$ 10 mil (dez mil dólares). A lista inclui duas ficções e dois documentários brasileiros, um documentário argentino e ficções de México, Cuba e Peru. Os selecionados concorrem ainda nas categorias Direção; Fotografia; Edição; Roteiro; Trilha Sonora Original; Som; Direção de Arte; Ator; e Atriz.Na categoria Curta Metragem participam produções brasileiras que também concorrem ao troféu Mucuripe e a prêmios em dinheiro e serviços. Quinze filmes foram selecionados, entre eles quatro curtas cearenses. As categorias são: Melhor Curta, Direção; Fotografia; Edição; Roteiro; Som; Direção de Arte; Ator; e Atriz. Serão oferecidos ainda prêmios em dinheiro e serviços, a serem definidos.Como nas edições anteriores, o Cine Ceará agrega às Mostras Competitivas uma programação de seminários, oficinas e mostras especiais, sempre voltadas para a produção do cinema ibero-americano. Assim, o evento conta com as mostras Olhar do Ceará, Che Olhares no Tempo, Ibero-Americana Cinema de Animação, Terceira Idade e Mostra Paralela Primeiro Filme a Gente Nunca Esquece, além das mostras competitivas; com o Encontro Cearense de Cineclubes, realizado na Vila das Artes, equipamento da Prefeitura de Fortaleza; e do Seminário Internacional Audiovisual e Educação - Cinema de Animação, seguindo o lema do evento de sempre aprofundar a discussão sobre a relação entre o audiovisual e educação, defendendo a importância do audiovisual na formação do individuo.Animadores, cineastas, técnicos de animação e outros estudiosos do Brasil e da América Latina estarão presentes no Evento para debaterem sobre o emprego da animação como recurso na educação, as novas técnicas e as políticas públicas adotadas para divulgação e incentivo da animação brasileira. O festival exibirá ainda seis longas de animação, patrocinados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), patrocinador master do Cine Ceará.O 19º Cine Ceará - Festival Ibero-Americano de Cinema é uma promoção da Universidade Federal do Ceará (UFC), através da Casa Amarela Eusélio Oliveira e do Governo do Estado do Ceará, por meio da Secretaria da Cultura, com o apoio do Ministério da Cultura, através da Secretaria do Audiovisual. O Festival tem o patrocínio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Companhia Energética do Ceará (Coelce), Oi Cultural e Petrobrás, através da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet) e do Sistema Estadual de Cultura do Ceará (SIEC). Essa edição do Cine Ceará conta ainda com o apoio cultural da Prefeitura Municipal de Fortaleza, do Sesc-Ceará e do Sebrae/Ceará.

Fonte: http://www.fortaleza.ce.gov.br/



Ações Interativas com Comunidades Assentadas no Ceará


"O Núcleo de Audiovisual do Coqueirinho é o primeiro de um assentamento da reforma agrária no CearáFortim. Quando o homem da cidade falou em tecnologia no campo, o homem da terra não sabia o que era, mas se tremeu de medo quando foi substituído pela máquina. Perdeu o emprego na lavoura e foi-se para a cidade, morro a cima. Hoje, é aliado a uma tecnologia mais moderna que a anterior que várias famílias firmam-se no campo. O cinema chega aos assentamentos rurais. Melhor que isso, a produção audiovisual é feita lá, pelos próprios assentados. Com luz, câmera, microfone e idéias, contam a própria história de luta na reforma agrária. No Assentamento Coqueirinho, em Fortim, jovens fazem parte do primeiro núcleo de produção audiovisual de assentados da reforma agrária.“É pra mostrar que o jovem não precisa só pegar na enxada”, diz seu Francisco de Assis, agricultor que até entrevista já deu para os produtores, quando, em 2005, pegavam pela primeira vez nos equipamentos de vídeo. O Núcleo de Audiovisual do Coqueirinho (Nuac) é o primeiro de um assentamento da reforma agrária no Ceará. Em convênio com o Instituto Nacional de Colonização na Reforma Agrária (Incra), Banco do Nordeste (BNB) e a Organização Não Governamental (ONG) Encine, da cidade de Fortaleza, 20 jovens e adultos, entre 15 e 30 anos, têm aulas de produção audiovisual no próprio assentamento.Divididos em módulos por semana, são repassados conhecimentos de introdução ao audiovisual, produção de vídeo, fotografia, montagem e manutenção de computador, roteiro e edição. Em cada módulo, sempre há alguém que tenha maior identificação. Assim, Dionio Edson, 23 anos, teve preferência pela manutenção de equipamentos e produção. Laiza Raquel, 15 anos, gosta de operar com a câmera, Alexsandra Gomes trabalha na produção e Luana Sousa se apaixonou pela fotografia.Para Silma Magalhães, coordenadora do Grupo de Trabalho Nacional de Arte e Cultura na Reforma Agrária, do Incra, a chegada da tecnologia da comunicação ao Assentamento Coqueirinho dá novas perspectivas aos jovens filhos de agricultores, sem que precisem sair de sua região. É o trabalho além da lida com a terra, sem dela sair. “Acabam semeando a permanência na comunidade”, afirma Zildilene Nogueira, filha de Zildene do Carmo Nogueira, 53 anos, uma das mais fortes lutadoras e mantenedoras do Assentamento Coqueirinho desde sua criação, no ano de 2005.“No meio de tanta violência que há nesse mundo, ver esses meninos interessados em filmar, produzir as coisas, mostrar todas as nossas riquezas, só tenho é que ficar feliz”, fala Zildene. O assentamento é modelo não só no trabalho de produção agrária sustentável, por meio da agroecologia, como também da pedagogia no campo e mantenedora das tradições, respeitando a realidade biológica, geográfica e histórica do lugar.Métodos como o manejo agrossilvopastoril, fabricação de produto de limpeza a partir do reciclo da matéria-prima e produção de mel estão entre as riquezas difundidas pelas famílias do Coqueirinho. Entre águas de rio, de mar e a vegetação, de tudo um pouco já foi filmada pelos meninos. Como deve ser em uma atividade coletiva, cada câmera e cada equipamento passa de mão em mão, cada qual com seu singular interesse.O Núcleo de Audiovisual do Coqueirinho (Nuac) é financiado pelo Banco do Nordeste, via editais de cultura, Incra, Sebrae e contrapartidas da própria comunidade.RecursosA compra dos equipamentos e custos das oficinas, com o pagamento dos professores da ONG Encine, de Fortaleza, somam R$ 21 mil. “Que é um valor pequeno se comparado a tudo que eles vão poder produzir com os equipamentos e os conhecimentos adquiridos aqui”, explica a coordenadora Silma Magalhães.“O nosso sonho é fazer um documentário contando toda a história do assentamento, desde quando era uma fazenda até quando passou a ser um lugar nosso, falando do desmatamento, da destruição, e como nós procuramos preservar hoje. No vídeo, a gente mostrar para o povo ‘de fora’ a nossa trilha ecológica”, sonha acordado o jovem Alessandro Gomes do Nascimento que, sem perceber, já demonstra liderança e responsabilidade cultural com a comunidade. Parte do sonho já é realizada, nas oficinas de produção de vídeo, em que registram as brincadeiras das crianças, os depoimentos dos mais velhos, as produções medicinais e as atividades econômicas de sustento coletivo. A produção desses jovens do Assentamento Coqueirnho, no Litoral Leste, deverá refletir no apelo à esta comunidade como referência. Todos os anos, o local recebem visitantes interessados em fazer o turismo agroecológico, conhecendo as hortas orgânicas, sistemas agro-florestais, casas de sementes, apiário, todos que fornecem produtos para o dinâmico comércio dos articuladores da Bodega O Nordeste Vivo e Solidário, uma das maiores iniciativas de economia solidária praticada no Estado do Ceará.


Mais informações:O acesso ao Assentamento Coqueirinho, localizado no município de Fortim, é pela rodovia CE-040(88) 9921.2810


ELQUÍADES JÚNIORColaborador "


Fonte: Diário do Nordeste 01/02/2009


Projeto Arte e Cultura na Reforma Agrária INCRA





O INCRA através do projeto Arte e Cultura na Reforma Agrária está conseguindo Atingir seus objetivos, de desenvolver essas comunidades de uma maneira que não se acabe nas apresentações, mas que desenvolva a cultura, a arte e o principal, Educação para os Assentados, o que beneficia diretamente milhares de pessoas, e indiretamente a toda a população Cearense, através do conhecimento das Ações e do processo de descriminalização dos Movimentos Sociais, o que é um grande avanço para compreendermos a Reforma Agrária.

Reforma Agrária Já!

Movimento Mudança



sábado, 1 de agosto de 2009

UFC Cria Curso N° 100

O Conselho Universitário (Consuni) da Universidade Federal do Ceará, em reunião nesta sexta-feira, 31, aprovou a criação de mais sete cursos de graduação.

Com esses novos cursos, a UFC chega à marca de 100 cursos de graduação. Segundo o Prof. Custódio Almeida, Pró-Reitor de Graduação e relator dos projetos pedagógicos dos cursos durante a reunião do Consuni, os cursos já serão ofertados no Vestibular 2010, cujo edtial será lançado dia 5 de agosto, durante a Feira das Profissões, no Campus do Pici.

No Centro de Humanidades foram criados os cursos noturnos de Letras-Língua Espanhola (modalidades licenciatura e bacharelado) e Letras-Língua Inglesa (modalidades licenciatura e bacharelado); no Centro de Tecnologia foram criados os cursos de Engenharia Ambiental, Engenharia em Energias Renováveis e Engenharia de Petróleo; no Centro de Ciências, o
bacharelado em Biotecnologia; no Instituto UFCVirtual, o de Sistemas e Mídias Digitais, que foi o 100º curso a ser criado. Para Custódio, "expansão e inclusão social são as palavras que marcam a criação dos novos cursos".

Fonte:
Conselho Universitário da UFC - (fone: 85 3366 7340)

Reuni


O Projeto do REUNI na UFC

(video youtube clique aqui)


Plano de Programa de Apoio de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais - ou IFES - Instituições Federais de Ensino Superior, têm como objetivo ampliar as vagas na Universidade Pública, bem como investir um montante para a revitalização das mesmas, a prioridade é abrir vagas somente após a reestruturção, isso quer dizer:

*Mais vagas para professores efetivos

*Compra de Equipamentos (livros, computadores, cadeiras, e materiais em geral para laboratórios e sala de aula)

*Construção de blocos didáticos

*Expansão do número de bolsas e do valor das mesmas

*Capacitação profissional

Esses são apenas alguns dos pontos que o Reuni tenta alcançar no que diz respeito a reestruturação, já na parte de expansão, tenta-se criar novos polos para atender a toda a população, no caso do Ceará, como os interiores que já tem alguns polos formados, como em Quixadá, Cariri e Sobral, mas também abre novas perspectivas para que a UFC se expanda para outras cidades do nosso Estado.

Impotante perceber que o montante investido pelo Governo Federal no UFC pode chegar a 5x mais no período em que o Reuni será implementado nas IFES, gerando nos próximos 5 anos a criação de mais de 10 mil vagas para alunos, 350 vagas para professores efetivos, 150 vagas para servidores, o que é proporcionalmente favorável a todo corpo docente e discente, além dos servidores públicos.


Por certo nem todos os projetos são 100% maravilhosos, mas não podemos ter uma visão sectarista das coisas, e barrar um projeto que visa aumentar o número de vagas nas IFES para a população, sendo esta uma bandeira dos movimentos socias, principalmente do Movimento Estudantil organizado há muito tempo; que aumenta o investimento na melhoria das estruturas das universidades, algo que era sempre muito debatido, devido ao sucateamento deixado pelos 8 anos do governo Tucano de FHC.

Por isso nosso Movimento prega um debate amplo, para que não cairmos no simplismo de fazer um debate sobre algo que não conhecemos, de cair na velha história do "ser contra só por poder ser", como muitos grupos ainda agem dentro da UFC, chamamos os Estudantes a conhecerem os lados do Projeto Reuni, que foi construído na UFC por Estudantes também.

Quem tiver interesse em ler sobre o Reuni basta acessar o projeto REUNI UFC.(clique aqui)


quinta-feira, 30 de julho de 2009

Federal do CE terá curso de jornalismo só para sem-terra


A UFC (Universidade Federal do Ceará) vai oferecer, a partir de janeiro, o primeiro curso de jornalismo no Brasil voltado para estudantes ligados ao MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra). O curso, segundo a professora Márcia Vidal Nunes, coordenadora de pós-graduação da área de comunicação social da universidade, já foi aprovado pelo Pronera (Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária), ligado ao Ministério do Desenvolvimento Agrário. Ainda de acordo com a professora Márcia Vidal, serão ofertadas 60 vagas anuais. O curso terá duração de quatro anos e o acesso será feito por meio de vestibular.

As aulas serão ministradas pelos próprios professores do curso de comunicação da Federal do Ceará. Além das disciplinas comuns, os jovens ligados ao MST terão matérias voltadas para temas da área rural. Parte das aulas será ministrada na universidade e parte, nas comunidades dos assentados. Instituído em 1998, o Pronera se destina a estimular a educação nas áreas de reforma agrária em todo o País. Inicialmente era voltado sobretudo ao combate ao analfabetismo. Mais tarde passou a apoiar o ensino profissionalizante e a formação universitária.

A criação dos cursos especiais, porém, tem sido cada vez mais contestada. Em junho, a Justiça Federal determinou a extinção do curso de direito agrário da Universidade Federal de Goiás, destinado só para assentados. De acordo com a decisão do juiz Roberto Carlos de Oliveira, da 9ª Vara Federal, o curso especial, com critérios diferenciados de seleção dos candidatos, feria "os princípios da igualdade, legalidade, isonomia e razoabilidade do direito brasileiro".

No Ceará, o Pronera estimula atividades voltadas para assentados há onze anos, em parceria com as duas universidades públicas do Estado - a Federal do Ceará e a Estadual. Além de jornalismo, os assentados já contam com cursos de educação para jovens e adultos, a partir dos 15 anos, com conteúdo programático do 1º ano ao 4º do ensino fundamental, e de escolarização. No nível superior, são ofertados curso de pedagogia da terra e de pós-graduação. O objetivo é qualificar profissionais para os programas de assistência técnica do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


fonte : clique Aqui



Isso mostra que as parcerias da UFC com o outras instituições, como o próprio Incra, é mais que necessária, pois nenhum órgão, principalmente as Universidades que têm como principal objetivo produzir para a sociedade precisa de parceiros fortes, que entendam como funciona a sociedade cearense, e brasileira de uma forma geral.
Esperamos que não somente os assentados tenham essa oportunidade, mas que todas as camadas sociais, do mais rico ao mais pobre.
Chegará um dia em que veremos um acesso livre a universidade?
Por certo o REUNI nos trás algumas perspectivas boas, mas ainda não são as necessárias, temo que lutar pelo livre acesso a Universidade, mas isso só irá acontecer com a Reforma no Ensino de Base brasileiro, que reflete e muito na Educação Superior desse país!

Saudações de Luta...

"E vamo, que vamo!"

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Cartilha do Governo Federal é Proibida
























Uma cartilha produzida pelo Ministério da Agricultura sobre agroecologia teve sua distribuição impedida. A cartilha “O Olho do Consumidor”, que conta com ilustrações de Ziraldo, foi lançada para divulgar a criação do “Selo do SISORG” (Sistema Brasileiro de Avaliação de Conformidade Orgânica) que pretende padronizar, identificar e valorizar produtos orgânicos, orientando o consumidor.
O livreto, que teve tiragem de 620 mil cópias, foi objeto de uma liminar de mandado de segurança, fruto de ação movida pela transnacional Monsanto, que impediu sua distribuição. Setores do Ministério ligados ao agronegócio também não ficaram contentes com as informações contidas na cartilha. O arquivo foi inclusive retirado do site do Ministério.
A proibição se deu por conta do item 5 da página 7 (imagem acima), onde se lê:
“O agricultor orgânico não cultiva transgênicos porque não quer colocar em risco a diversidade de variedades que existem na natureza. Transgênicos são plantas e animais onde o homem coloca genes tomados de outras espécies”.
Em autêntica desobediência civil e resistência pacífica à medida de força, como o MST o Movimento Mudança se junta a todos aqueles que estão distribuindo eletrônicamente a cartilha. Se você concorda com esta idéia, continue a distribuição para seus amigos e conhecidos.








Depois Passe adiante!


NO CEARÁ


Gupos de assentamentos em todo o Estado se destacam por seu cultivo em relação a agricultura orgânica, criando uma sustentabilidade que quase não vemos, esse tipo de iniciativa é que nos faz pensar até onde projetos de Movimentos Sociais podem ser incluidos pelos Governos sem que nenhum Latifundiário, não preocupado com o meio-ambiente, possa criar um lei de veto ao que tem que ser ensinado, tanto para que a terra dure mais e para que a nossa saúde deixe de ser agredida por agrotóxicos.
Há outros beneficios adiquiridos por essas comunidades Assentados que optam por preservar a natureza, e acabam atraindo pessoas por sua culinária local e, principalmente, pelo ecoturismo, pois em uma terra que tem a capacidade de se sustentar pode muito bem adiquirir novas formas para que mais pessoas conheçam seus trabalhos, ajudando a acabar com a visão de CRIMINALIZAÇÃO dos Movimentos Sociais...

Parabéns aos Assentados de Coqueirinho , em Fortim, e todos os outros que preservam sua cultura, e a natureza à sua volta!






Para ver o Banner acima em tamanho real clique AQUI


segunda-feira, 27 de julho de 2009

Democratizar os Meios de Comunicação


Democratizar: de.mo.cra.ti.zar - (lat democratizare) vtd 1- Dar feição democrática a. 2- Popularizar.


O que queremos é nada menos que democratizar a comunicação para que esta se torne trivial!

Trivial: tri.vi.al - (lat triviale) adj m+f 1- Que é sabido de todos; notório.

Assim é que lutamos para que todos os processos de comunicação no Brasil sejam democratizados, que a comunicação esteja no dia-a-dia de qualquer pessoa, para que todos tenhamos os mesmos direitos de acesso à cultura, arte, educação, conhecimento, expressão, trocas de experiências e, mais que isso, sem nenhum tipo de censura.

Em janeiro deste ano, no Fórum Social Mundial, o presidente Lula anunciou a realização a 1º Conferência Nacional de Comunicação, uma demanda histórica dos Movimentos Sociais que lutam pela democratização da mídia no Brasil. A Confecom terá como tema “Comunicação: meios para a construção de direitos e de cidadania na era digital” e será realizada nos dias 01, 02 e 03 de dezembro. A portaria que institui a Comissão Organizadora já foi publicada, evidenciando a dificuldade que já de cara nos apresenta: a representação dos movimentos sociais é minoria enquanto a classe empresarial possui representação dupla em alguns casos. Contudo, é preciso fortalecer a mobilização e a unidade das forças sociais para garantir na Comissão Organizadora, que faz a formatação do Regimento Interno da Confecom, uma conferência ampla e democrática.

No âmbito dos movimentos sociais, quem está à frente desta luta é a Comissão Pró-Conferência Nacional de Comunicação (CPC), uma rede criada em junho de 2006 e que agrega 36 entidades nacionais do movimento social brasileiro, tais como a UNE, ENECOS, Intervozes, CUT, MST e OAB.

O direito à comunicação é antes de tudo um direito humano, ainda mais no mundo globalizado que vivemos hoje. Contudo, esse direito é constantemente agredido pelo monopólio das comunicações vigente há décadas no Brasil. Isto se deve à ausência de uma regulamentação séria sobre o tema e do atrelamento do Ministério das Comunicações aos grandes conglomerados da mídia nacional, política que permaneceu inalterada durante o Governo Lula com Hélio Costa (ex-dirigente da Rede Globo) à frente do Ministério.

O maior exemplo do caos que é a política de comunicações no Brasil está nas concessões de rádio e TV. Nem todo mundo sabe, mas o espectro eletromagnético por onde trafega o conteúdo das emissoras de radiodifusão é um bem público, cedido para a iniciativa privada em forma de concessão, tais como os serviços de energia e transporte. A diferença com relação a estes setores é que na radiodifusão não há critérios claros para o exercício dessa concessão.

E o resultado da ausência de critérios está aí: falta de participação da sociedade organizada no processo de concessão e renovação das outorgas, que é praticamente automático; falta de fiscalização, permitindo que emissoras com concessões vencidas continuem funcionando; deputados e senadores continuam controlando emissoras e usando-as como moeda de troca, apesar da Constituição não permitir; TVs e rádio educativas são usadas com fins comerciais. Enquanto isso, a ANATEL se mantém implacável com as rádios comunitárias, importante instrumento para a organização e emancipação das comunidades.

Além disso, o processo de democratização tem que ser visto com outros olhos pela sociedade brasileira. Não podemos aceitar que haja um retrocesso em tudo que já foi discutido em termos de liberdade de navegação na internet ou em qualquer outro meio de comunicação. Um exemplo disso é o que vemos na censura escancarada do projeto de lei do senador Eduardo Azeredo (PSDM-MG), que agora tenta criminalizar mais uma vez o uso da comunicação como veículo propagador de idéias e ideais, de cultura e educação e, mais que isso, de um meio de acessibilidade a muitos objetos que estão fora do alcance das classes de base do Brasil, como se já não bastasse a ditadura enfrentada pela sociedade há alguns anos!

O que diz o AI-5 Digital?

No artigo 285-B desse projeto de lei propõe a proibição de “obter ou transferir, sem autorização ou em desconformidade com autorização do legítimo titular da rede de computadores, dispositivo de comunicação ou sistema informatizado, protegidos por expressa restrição de acesso, dado ou informação neles disponível”. Em grosso modo o acesso à sitios ficaria proibido, sendo assim uma simples forma de proteger as grandes redes bancárias de possíveis fraudes, que já ocorrem, sanando assim os prejuízos obtidos pelos pagamentos de indenizações causados por fraudes eletrônicas, o que não caracteriza nem 1% do uso da internet em todo o país. Acreditamos que quem mais se beneficia com a internet é a população brasileira, com seu livre acesso à informação, sua liberdade de expressar aquilo que lhe causa indignação, de saber o que acontece ao seu redor e de poder, através dessa ferramenta desenvolvida para tal método, trocar conhecimento e obtê-lo, sem nenhuma restrição!

Bóra rumo à Confecom

Em 2009, a UNE e o conjunto do movimento estudantil devem ter a 1º Conferência Nacional de Comunicação na centralidade de suas lutas. A criminalização dos movimentos sociais ou a deturpação de suas ações é quase uma constante na mídia nacional. Qualquer país que queira se afirmar democrático deve expressar através da mídia a sua pluralidade social, cultural e ideológica, e no Brasil esse patamar só será alcançado com muita luta e mobilização.

São propostas do Movimento Mudança para a democratização da mídia:

  • Fora Hélio Costa do Ministério das Comunicações! Por uma Conferência ampla e democrática!
  • Por participação popular na outorga de concessões de rádio e TV!
  • Pela legalização das rádios comunitárias!
  • Pela aplicação do artigo 54 da Constituição: fim da outorga de concessões a parlamentares e políticos!
  • Não ao AI-5 Digital do Senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG)

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Tá Chegando a Mudança!

O Movimento

DA IDEOLOGIA

O Movimento Mudança Universitário é um campo político do Movimento Estudantil brasileiro, composto exclusivamente por estudantes da educação superior e organizado em todas as esferas do movimento estudantil (CA’s, DCE’s, UEE’s, Federações e Executivas e na UNE). A Mudança, como também somos chamados, é um campo dirigente, de esquerda e democrático.

Nossa organização se dá a partir de núcleos de base organizados em cada Universidade e são os representantes desses núcleos que tomam as decisões mais importantes sobre nossa política e sua execução.
Esse método já demonstra onde, para nós, está o núcleo mais importante do movimento estudantil: nas organizações de base.

O Movimento Mudança, portanto, é uma congregação nacional de estudantes, grupos e entidades de base que têm opiniões semelhantes sobre o mundo, o Brasil, a Educação e o Movimento Estudantil. E que, percebendo a semelhança entre suas idéias e sua prática, unificam-se em todo o país para que, assim, com um monte de mudança em um monte de lugares, as mudanças fiquem mais fortes, cresçam e continuem mudando.

Resumidamente: a Mudança pretende se dar através de um-monte-de gente-fazendo-movimento-de-base-em-todos-os-cantos-do-país, para que, com a massificação de uma prática diferenciada em todos esses espaços, possamos democratizar o movimento estudantil, a universidade e a sociedade. É uma coisa tipo não esperar algo acontecer para mudar as coisas, mas fazer algo acontecer para mudá-las. Por isso nosso mote é “Mudança é Movimento”, porque só com movimento - e não com discurso - a gente muda de verdade.

A apresentação é uma parte difícil porque é muito difícil definir uma coletividade, cheia de complexidades e pluralidades, pior ainda quando é por escrito, quando o melhor critério é a prática. Mas afirmar nossas convicções máximas pode ser um bom caminho, e, por isso, repetimos:

Estamos do lado do povo. Porque as coisas não são difíceis de identificar: direita é direita, esquerda é esquerda, explorador é explorador e os oprimidos têm que ser organizar coletivamente. Nós estamos deste lado, contra as opressões de todas as formas. Contra o egoísmo dessa terra de gigantes, individualistas, que querem deixar ao “mercado” o que deve ser responsabilidade das pessoas. Que querem tratar como objetos, o que é gente, vida, irmandade.

Estamos do lado da felicidade. E por isso lutamos. Pela felicidade de todos e todas, porque não é possível sermos felizes com tanta tristeza e miséria ao nosso redor. Do lado das mulheres violentadas, dos revolucionários incompreendidos, dos operários explorados, das crianças famintas. Estamos do lado da paz entre os povos. Da liberdade religiosa. Do respeito às diferenças. Da linda pluralidade do mundo.
Estamos do lado da Educação Pública. Porque todos e todas têm o direito a se formar, se informar, conhecer, questionar, produzir, pensar, interferir, falar e ser ouvido. O mundo do conhecimento deve ser patrimônio coletivo, sem exclusão, com qualidade, igualdade e de graça. Porque tem que ser tarefa do Estado investir na emancipação de seu povo e no desenvolvimento.

Estamos do lado da Democracia. Para que cada um tenha liberdade de expressar sua opinião com as mesmas condições que qualquer outro. Para que os espaços decisórios dos grandes aos pequenos dilemas tenham as portas abertas à novidade e às divergências. Porque é na contraposição das idéias que surgem as soluções mais inteligentes. Queremos a radicalização da democracia. Nas escolas e fábricas. Nos municípios e países. Nos movimentos sociais e na cultura. Porque ninguém é detentor das verdades e ninguém é receptáculo vazio.

Estamos do lado da Juventude. Porque sonhamos e podemos. Queremos trabalhar, estudar e nos divertir. Da nossa forma colorida e sem limites. Com guitarras ou skates, livros e muitas canções. Queremos nossos direitos. Da nossa forma responsável e despojada. Somos uma nova geração de indignados e, assim, revolucionários cheios de sentimentos de amor. Nosso palco são as ruas. Nossas armas, as pessoas que lutam.

Estamos do lado dos Movimentos Sociais. Expressão do povo organizado. Estamos do lado do povo desorganizado também. Mas sabemos que somente nos organizando podemos desorganizar essa ordem do Império e da injustiça. Estamos com os movimentos campesinos e quilombolas pela Reforma Agrária popular. Com os movimentos negros e indígenas pela igualdade racial. Com os movimentos feministas contra a opressão machista e a exploração sexual. Estamos com o movimento operário pela emancipação dos trabalhadores. Do lado dos movimentos gays pela livre orientação sexual. Com os movimentos culturais pela nossa soberania. Estamos, enfim, em movimento. Porque “quem não se movimenta, não sente as cadeias que o prende”.

DOS PRESSUPOSTOS

Pressuposto 1: A cultura política de nossa sociedade capitalista fragmenta as relações sociais e impõe o indivíduo acima da coletividade. Na Universidade essa cultura é estimulada, até porque todo o processo educacional segue a lógica do sistema: oportunidade substitui os direitos, a concorrência combate a solidariedade e o tecnicismo sepulta a consciência crítica.

Pressuposto 2: O Movimento Estudantil vive uma crise, condicionada pelos fatores objetivos do sistema capitalista (individualismo, mercantilização, privatização da educação) e também por sua cultura política burocrática, aparelhista, viciada e centralizadora. Também a confusão ideológica quanto ao inimigo comum dificulta a unidade fundamental às grandes vitórias e acaba por despolitizar a disputa de idéias.

Pressuposto 3: A crise do movimento estudantil é estrutural, se disseminou em todas as esferas e pelos mais diversos campos políticos, inclusive os que se auto-nomeiam apolíticos. Por isso, consideramos um equívoco a análise de que os problemas do ME são exclusividade da UNE e de uma só força política. Este erro de avaliação despolitizado ignora fatos concretos como a falência de boa parte das Federações e Executivas de Curso, da ampla maioria das UEE’s e o baixíssimo número de DCE’s excelentes, democráticos, reconhecidos por seus estudantes. O ME precisa, em caráter de urgência, se debruçar na resolução de seus problemas pela raiz e refugar a opção fácil e irresponsável de bradar a partir de entidades esvaziadas e deslegitimadas que a entidade-do-outro é esvazida e deslegitimada. A Universidade e os estudantes agonizarão caso o movimento estudantil não interrompa imediatamente a sua cultura da disputa-interna-acima-de-todas-as-coisas. Disputa que se torna ainda mais condenável quando se dá com elementos artificiais, com críticas que poderiam perfeitamente ser auto-críticas. Para superar esse cenário, é preciso construir uma nova cultura política em todo o sistema, através de um esforço unitário de todos os campos políticos, militantes e estudantes brasileiros.

Pressuposto 4: Acreditamos que atualmente o Movimento Estudantil tem melhorado sua ação subjetiva e fatores objetivos têm colaborado para o reencontro de nossas bandeiras, principalmente no campo nacional, particularmente, a União Nacional dos Estudantes. A ampla unidade de ação e opinião construída no ME nacional no último período também tem possibilitado avanços na conjuntura, nas políticas educacionais e na organização do próprio movimento. Acreditamos ser este um momento propício para reencantar e transformar o Movimento Estudantil em todas as suas esferas, fortalecendo de baixo para cima a partir de núcleos organizados e sintonizados com a máxima de que “importante é o movimento”.

DOS FINS

O Movimento Estudantil deve servir, primeiramente, como alternativa de organização e construção da consciência coletiva para a transformação de nossa realidade. Deve apontar uma alternativa de vida universitária para além dos bancos, fórmulas e códigos. Deve estimular o debate de idéias, a contraposição de opiniões, promover a vida cultural, científica, democrática, esportiva, comunitária no espaço universitario. O próprio ME deve ser compreendido como um espaço alternativo de formação educacional, complementar e indispensável à formação acadêmica.
Como organização coletiva e as entidades representativas, o ME também deve lutar por direitos. Exigir a qualidade e a formação completa no processo educacional, libertando a Universidade da cultura individualista, liberalizante, mercadológica e tecnicista. Cada instância do Movimento Estudantil deve lutar por direitos educacionais e sociais em sua esfera de atuação.

Portanto, para construir junto com os estudantes uma consciência crítica que nos liberte da opressão e da limitação mercadológica e para transformar radicalmente a Universidade e a educação, o Movimento Mudança defende um movimento estudantil que tenha na participação dos estudantes sua principal determinação. Que seja feito pela base, com diálogo amplo e plural, de forma articulada entre todas as esferas de movimento. E que tenha a capacidade de unificar a luta pela superação do capitalismo, por direitos iguais e pela educação emancipatória com o avanço concreto nas necessidades e direitos cotidianos dos estudantes brasileiros.