segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Ações Públicas Fortalecem a Arte e Cultura do Estado Através do Audiovisual



Cine Ceará se consolida como mais importante evento do audiovisual no Estado


O Cine Ceará - Festival Ibero-Americano de Cinema, consagrado como um dos maiores eventos da sétima arte no Brasil, chega à sua 19º edição levando ao público cearense uma parcela significativa da produção de cinema e vídeo ibero-americanos.31/07/2009
O evento, que conta com o apoio da Prefeitura Municipal de Fortaleza e está sendo realizado na capital cearense, até o dia 4 de agosto, possibilita o intercâmbio entre os produtores brasileiros e de outros países, além de divulgar os novos talentos na área do audiovisual.Nessa edição, o Festival exibe oito filmes de longa metragem na Mostra Competitiva, que vão concorrer ao troféu Mucuripe e ao prêmio de Melhor Filme, no valor de US$ 10 mil (dez mil dólares). A lista inclui duas ficções e dois documentários brasileiros, um documentário argentino e ficções de México, Cuba e Peru. Os selecionados concorrem ainda nas categorias Direção; Fotografia; Edição; Roteiro; Trilha Sonora Original; Som; Direção de Arte; Ator; e Atriz.Na categoria Curta Metragem participam produções brasileiras que também concorrem ao troféu Mucuripe e a prêmios em dinheiro e serviços. Quinze filmes foram selecionados, entre eles quatro curtas cearenses. As categorias são: Melhor Curta, Direção; Fotografia; Edição; Roteiro; Som; Direção de Arte; Ator; e Atriz. Serão oferecidos ainda prêmios em dinheiro e serviços, a serem definidos.Como nas edições anteriores, o Cine Ceará agrega às Mostras Competitivas uma programação de seminários, oficinas e mostras especiais, sempre voltadas para a produção do cinema ibero-americano. Assim, o evento conta com as mostras Olhar do Ceará, Che Olhares no Tempo, Ibero-Americana Cinema de Animação, Terceira Idade e Mostra Paralela Primeiro Filme a Gente Nunca Esquece, além das mostras competitivas; com o Encontro Cearense de Cineclubes, realizado na Vila das Artes, equipamento da Prefeitura de Fortaleza; e do Seminário Internacional Audiovisual e Educação - Cinema de Animação, seguindo o lema do evento de sempre aprofundar a discussão sobre a relação entre o audiovisual e educação, defendendo a importância do audiovisual na formação do individuo.Animadores, cineastas, técnicos de animação e outros estudiosos do Brasil e da América Latina estarão presentes no Evento para debaterem sobre o emprego da animação como recurso na educação, as novas técnicas e as políticas públicas adotadas para divulgação e incentivo da animação brasileira. O festival exibirá ainda seis longas de animação, patrocinados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), patrocinador master do Cine Ceará.O 19º Cine Ceará - Festival Ibero-Americano de Cinema é uma promoção da Universidade Federal do Ceará (UFC), através da Casa Amarela Eusélio Oliveira e do Governo do Estado do Ceará, por meio da Secretaria da Cultura, com o apoio do Ministério da Cultura, através da Secretaria do Audiovisual. O Festival tem o patrocínio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Companhia Energética do Ceará (Coelce), Oi Cultural e Petrobrás, através da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet) e do Sistema Estadual de Cultura do Ceará (SIEC). Essa edição do Cine Ceará conta ainda com o apoio cultural da Prefeitura Municipal de Fortaleza, do Sesc-Ceará e do Sebrae/Ceará.

Fonte: http://www.fortaleza.ce.gov.br/



Ações Interativas com Comunidades Assentadas no Ceará


"O Núcleo de Audiovisual do Coqueirinho é o primeiro de um assentamento da reforma agrária no CearáFortim. Quando o homem da cidade falou em tecnologia no campo, o homem da terra não sabia o que era, mas se tremeu de medo quando foi substituído pela máquina. Perdeu o emprego na lavoura e foi-se para a cidade, morro a cima. Hoje, é aliado a uma tecnologia mais moderna que a anterior que várias famílias firmam-se no campo. O cinema chega aos assentamentos rurais. Melhor que isso, a produção audiovisual é feita lá, pelos próprios assentados. Com luz, câmera, microfone e idéias, contam a própria história de luta na reforma agrária. No Assentamento Coqueirinho, em Fortim, jovens fazem parte do primeiro núcleo de produção audiovisual de assentados da reforma agrária.“É pra mostrar que o jovem não precisa só pegar na enxada”, diz seu Francisco de Assis, agricultor que até entrevista já deu para os produtores, quando, em 2005, pegavam pela primeira vez nos equipamentos de vídeo. O Núcleo de Audiovisual do Coqueirinho (Nuac) é o primeiro de um assentamento da reforma agrária no Ceará. Em convênio com o Instituto Nacional de Colonização na Reforma Agrária (Incra), Banco do Nordeste (BNB) e a Organização Não Governamental (ONG) Encine, da cidade de Fortaleza, 20 jovens e adultos, entre 15 e 30 anos, têm aulas de produção audiovisual no próprio assentamento.Divididos em módulos por semana, são repassados conhecimentos de introdução ao audiovisual, produção de vídeo, fotografia, montagem e manutenção de computador, roteiro e edição. Em cada módulo, sempre há alguém que tenha maior identificação. Assim, Dionio Edson, 23 anos, teve preferência pela manutenção de equipamentos e produção. Laiza Raquel, 15 anos, gosta de operar com a câmera, Alexsandra Gomes trabalha na produção e Luana Sousa se apaixonou pela fotografia.Para Silma Magalhães, coordenadora do Grupo de Trabalho Nacional de Arte e Cultura na Reforma Agrária, do Incra, a chegada da tecnologia da comunicação ao Assentamento Coqueirinho dá novas perspectivas aos jovens filhos de agricultores, sem que precisem sair de sua região. É o trabalho além da lida com a terra, sem dela sair. “Acabam semeando a permanência na comunidade”, afirma Zildilene Nogueira, filha de Zildene do Carmo Nogueira, 53 anos, uma das mais fortes lutadoras e mantenedoras do Assentamento Coqueirinho desde sua criação, no ano de 2005.“No meio de tanta violência que há nesse mundo, ver esses meninos interessados em filmar, produzir as coisas, mostrar todas as nossas riquezas, só tenho é que ficar feliz”, fala Zildene. O assentamento é modelo não só no trabalho de produção agrária sustentável, por meio da agroecologia, como também da pedagogia no campo e mantenedora das tradições, respeitando a realidade biológica, geográfica e histórica do lugar.Métodos como o manejo agrossilvopastoril, fabricação de produto de limpeza a partir do reciclo da matéria-prima e produção de mel estão entre as riquezas difundidas pelas famílias do Coqueirinho. Entre águas de rio, de mar e a vegetação, de tudo um pouco já foi filmada pelos meninos. Como deve ser em uma atividade coletiva, cada câmera e cada equipamento passa de mão em mão, cada qual com seu singular interesse.O Núcleo de Audiovisual do Coqueirinho (Nuac) é financiado pelo Banco do Nordeste, via editais de cultura, Incra, Sebrae e contrapartidas da própria comunidade.RecursosA compra dos equipamentos e custos das oficinas, com o pagamento dos professores da ONG Encine, de Fortaleza, somam R$ 21 mil. “Que é um valor pequeno se comparado a tudo que eles vão poder produzir com os equipamentos e os conhecimentos adquiridos aqui”, explica a coordenadora Silma Magalhães.“O nosso sonho é fazer um documentário contando toda a história do assentamento, desde quando era uma fazenda até quando passou a ser um lugar nosso, falando do desmatamento, da destruição, e como nós procuramos preservar hoje. No vídeo, a gente mostrar para o povo ‘de fora’ a nossa trilha ecológica”, sonha acordado o jovem Alessandro Gomes do Nascimento que, sem perceber, já demonstra liderança e responsabilidade cultural com a comunidade. Parte do sonho já é realizada, nas oficinas de produção de vídeo, em que registram as brincadeiras das crianças, os depoimentos dos mais velhos, as produções medicinais e as atividades econômicas de sustento coletivo. A produção desses jovens do Assentamento Coqueirnho, no Litoral Leste, deverá refletir no apelo à esta comunidade como referência. Todos os anos, o local recebem visitantes interessados em fazer o turismo agroecológico, conhecendo as hortas orgânicas, sistemas agro-florestais, casas de sementes, apiário, todos que fornecem produtos para o dinâmico comércio dos articuladores da Bodega O Nordeste Vivo e Solidário, uma das maiores iniciativas de economia solidária praticada no Estado do Ceará.


Mais informações:O acesso ao Assentamento Coqueirinho, localizado no município de Fortim, é pela rodovia CE-040(88) 9921.2810


ELQUÍADES JÚNIORColaborador "


Fonte: Diário do Nordeste 01/02/2009


Projeto Arte e Cultura na Reforma Agrária INCRA





O INCRA através do projeto Arte e Cultura na Reforma Agrária está conseguindo Atingir seus objetivos, de desenvolver essas comunidades de uma maneira que não se acabe nas apresentações, mas que desenvolva a cultura, a arte e o principal, Educação para os Assentados, o que beneficia diretamente milhares de pessoas, e indiretamente a toda a população Cearense, através do conhecimento das Ações e do processo de descriminalização dos Movimentos Sociais, o que é um grande avanço para compreendermos a Reforma Agrária.

Reforma Agrária Já!

Movimento Mudança



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