quinta-feira, 30 de julho de 2009

Federal do CE terá curso de jornalismo só para sem-terra


A UFC (Universidade Federal do Ceará) vai oferecer, a partir de janeiro, o primeiro curso de jornalismo no Brasil voltado para estudantes ligados ao MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra). O curso, segundo a professora Márcia Vidal Nunes, coordenadora de pós-graduação da área de comunicação social da universidade, já foi aprovado pelo Pronera (Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária), ligado ao Ministério do Desenvolvimento Agrário. Ainda de acordo com a professora Márcia Vidal, serão ofertadas 60 vagas anuais. O curso terá duração de quatro anos e o acesso será feito por meio de vestibular.

As aulas serão ministradas pelos próprios professores do curso de comunicação da Federal do Ceará. Além das disciplinas comuns, os jovens ligados ao MST terão matérias voltadas para temas da área rural. Parte das aulas será ministrada na universidade e parte, nas comunidades dos assentados. Instituído em 1998, o Pronera se destina a estimular a educação nas áreas de reforma agrária em todo o País. Inicialmente era voltado sobretudo ao combate ao analfabetismo. Mais tarde passou a apoiar o ensino profissionalizante e a formação universitária.

A criação dos cursos especiais, porém, tem sido cada vez mais contestada. Em junho, a Justiça Federal determinou a extinção do curso de direito agrário da Universidade Federal de Goiás, destinado só para assentados. De acordo com a decisão do juiz Roberto Carlos de Oliveira, da 9ª Vara Federal, o curso especial, com critérios diferenciados de seleção dos candidatos, feria "os princípios da igualdade, legalidade, isonomia e razoabilidade do direito brasileiro".

No Ceará, o Pronera estimula atividades voltadas para assentados há onze anos, em parceria com as duas universidades públicas do Estado - a Federal do Ceará e a Estadual. Além de jornalismo, os assentados já contam com cursos de educação para jovens e adultos, a partir dos 15 anos, com conteúdo programático do 1º ano ao 4º do ensino fundamental, e de escolarização. No nível superior, são ofertados curso de pedagogia da terra e de pós-graduação. O objetivo é qualificar profissionais para os programas de assistência técnica do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


fonte : clique Aqui



Isso mostra que as parcerias da UFC com o outras instituições, como o próprio Incra, é mais que necessária, pois nenhum órgão, principalmente as Universidades que têm como principal objetivo produzir para a sociedade precisa de parceiros fortes, que entendam como funciona a sociedade cearense, e brasileira de uma forma geral.
Esperamos que não somente os assentados tenham essa oportunidade, mas que todas as camadas sociais, do mais rico ao mais pobre.
Chegará um dia em que veremos um acesso livre a universidade?
Por certo o REUNI nos trás algumas perspectivas boas, mas ainda não são as necessárias, temo que lutar pelo livre acesso a Universidade, mas isso só irá acontecer com a Reforma no Ensino de Base brasileiro, que reflete e muito na Educação Superior desse país!

Saudações de Luta...

"E vamo, que vamo!"

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Cartilha do Governo Federal é Proibida
























Uma cartilha produzida pelo Ministério da Agricultura sobre agroecologia teve sua distribuição impedida. A cartilha “O Olho do Consumidor”, que conta com ilustrações de Ziraldo, foi lançada para divulgar a criação do “Selo do SISORG” (Sistema Brasileiro de Avaliação de Conformidade Orgânica) que pretende padronizar, identificar e valorizar produtos orgânicos, orientando o consumidor.
O livreto, que teve tiragem de 620 mil cópias, foi objeto de uma liminar de mandado de segurança, fruto de ação movida pela transnacional Monsanto, que impediu sua distribuição. Setores do Ministério ligados ao agronegócio também não ficaram contentes com as informações contidas na cartilha. O arquivo foi inclusive retirado do site do Ministério.
A proibição se deu por conta do item 5 da página 7 (imagem acima), onde se lê:
“O agricultor orgânico não cultiva transgênicos porque não quer colocar em risco a diversidade de variedades que existem na natureza. Transgênicos são plantas e animais onde o homem coloca genes tomados de outras espécies”.
Em autêntica desobediência civil e resistência pacífica à medida de força, como o MST o Movimento Mudança se junta a todos aqueles que estão distribuindo eletrônicamente a cartilha. Se você concorda com esta idéia, continue a distribuição para seus amigos e conhecidos.








Depois Passe adiante!


NO CEARÁ


Gupos de assentamentos em todo o Estado se destacam por seu cultivo em relação a agricultura orgânica, criando uma sustentabilidade que quase não vemos, esse tipo de iniciativa é que nos faz pensar até onde projetos de Movimentos Sociais podem ser incluidos pelos Governos sem que nenhum Latifundiário, não preocupado com o meio-ambiente, possa criar um lei de veto ao que tem que ser ensinado, tanto para que a terra dure mais e para que a nossa saúde deixe de ser agredida por agrotóxicos.
Há outros beneficios adiquiridos por essas comunidades Assentados que optam por preservar a natureza, e acabam atraindo pessoas por sua culinária local e, principalmente, pelo ecoturismo, pois em uma terra que tem a capacidade de se sustentar pode muito bem adiquirir novas formas para que mais pessoas conheçam seus trabalhos, ajudando a acabar com a visão de CRIMINALIZAÇÃO dos Movimentos Sociais...

Parabéns aos Assentados de Coqueirinho , em Fortim, e todos os outros que preservam sua cultura, e a natureza à sua volta!






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segunda-feira, 27 de julho de 2009

Democratizar os Meios de Comunicação


Democratizar: de.mo.cra.ti.zar - (lat democratizare) vtd 1- Dar feição democrática a. 2- Popularizar.


O que queremos é nada menos que democratizar a comunicação para que esta se torne trivial!

Trivial: tri.vi.al - (lat triviale) adj m+f 1- Que é sabido de todos; notório.

Assim é que lutamos para que todos os processos de comunicação no Brasil sejam democratizados, que a comunicação esteja no dia-a-dia de qualquer pessoa, para que todos tenhamos os mesmos direitos de acesso à cultura, arte, educação, conhecimento, expressão, trocas de experiências e, mais que isso, sem nenhum tipo de censura.

Em janeiro deste ano, no Fórum Social Mundial, o presidente Lula anunciou a realização a 1º Conferência Nacional de Comunicação, uma demanda histórica dos Movimentos Sociais que lutam pela democratização da mídia no Brasil. A Confecom terá como tema “Comunicação: meios para a construção de direitos e de cidadania na era digital” e será realizada nos dias 01, 02 e 03 de dezembro. A portaria que institui a Comissão Organizadora já foi publicada, evidenciando a dificuldade que já de cara nos apresenta: a representação dos movimentos sociais é minoria enquanto a classe empresarial possui representação dupla em alguns casos. Contudo, é preciso fortalecer a mobilização e a unidade das forças sociais para garantir na Comissão Organizadora, que faz a formatação do Regimento Interno da Confecom, uma conferência ampla e democrática.

No âmbito dos movimentos sociais, quem está à frente desta luta é a Comissão Pró-Conferência Nacional de Comunicação (CPC), uma rede criada em junho de 2006 e que agrega 36 entidades nacionais do movimento social brasileiro, tais como a UNE, ENECOS, Intervozes, CUT, MST e OAB.

O direito à comunicação é antes de tudo um direito humano, ainda mais no mundo globalizado que vivemos hoje. Contudo, esse direito é constantemente agredido pelo monopólio das comunicações vigente há décadas no Brasil. Isto se deve à ausência de uma regulamentação séria sobre o tema e do atrelamento do Ministério das Comunicações aos grandes conglomerados da mídia nacional, política que permaneceu inalterada durante o Governo Lula com Hélio Costa (ex-dirigente da Rede Globo) à frente do Ministério.

O maior exemplo do caos que é a política de comunicações no Brasil está nas concessões de rádio e TV. Nem todo mundo sabe, mas o espectro eletromagnético por onde trafega o conteúdo das emissoras de radiodifusão é um bem público, cedido para a iniciativa privada em forma de concessão, tais como os serviços de energia e transporte. A diferença com relação a estes setores é que na radiodifusão não há critérios claros para o exercício dessa concessão.

E o resultado da ausência de critérios está aí: falta de participação da sociedade organizada no processo de concessão e renovação das outorgas, que é praticamente automático; falta de fiscalização, permitindo que emissoras com concessões vencidas continuem funcionando; deputados e senadores continuam controlando emissoras e usando-as como moeda de troca, apesar da Constituição não permitir; TVs e rádio educativas são usadas com fins comerciais. Enquanto isso, a ANATEL se mantém implacável com as rádios comunitárias, importante instrumento para a organização e emancipação das comunidades.

Além disso, o processo de democratização tem que ser visto com outros olhos pela sociedade brasileira. Não podemos aceitar que haja um retrocesso em tudo que já foi discutido em termos de liberdade de navegação na internet ou em qualquer outro meio de comunicação. Um exemplo disso é o que vemos na censura escancarada do projeto de lei do senador Eduardo Azeredo (PSDM-MG), que agora tenta criminalizar mais uma vez o uso da comunicação como veículo propagador de idéias e ideais, de cultura e educação e, mais que isso, de um meio de acessibilidade a muitos objetos que estão fora do alcance das classes de base do Brasil, como se já não bastasse a ditadura enfrentada pela sociedade há alguns anos!

O que diz o AI-5 Digital?

No artigo 285-B desse projeto de lei propõe a proibição de “obter ou transferir, sem autorização ou em desconformidade com autorização do legítimo titular da rede de computadores, dispositivo de comunicação ou sistema informatizado, protegidos por expressa restrição de acesso, dado ou informação neles disponível”. Em grosso modo o acesso à sitios ficaria proibido, sendo assim uma simples forma de proteger as grandes redes bancárias de possíveis fraudes, que já ocorrem, sanando assim os prejuízos obtidos pelos pagamentos de indenizações causados por fraudes eletrônicas, o que não caracteriza nem 1% do uso da internet em todo o país. Acreditamos que quem mais se beneficia com a internet é a população brasileira, com seu livre acesso à informação, sua liberdade de expressar aquilo que lhe causa indignação, de saber o que acontece ao seu redor e de poder, através dessa ferramenta desenvolvida para tal método, trocar conhecimento e obtê-lo, sem nenhuma restrição!

Bóra rumo à Confecom

Em 2009, a UNE e o conjunto do movimento estudantil devem ter a 1º Conferência Nacional de Comunicação na centralidade de suas lutas. A criminalização dos movimentos sociais ou a deturpação de suas ações é quase uma constante na mídia nacional. Qualquer país que queira se afirmar democrático deve expressar através da mídia a sua pluralidade social, cultural e ideológica, e no Brasil esse patamar só será alcançado com muita luta e mobilização.

São propostas do Movimento Mudança para a democratização da mídia:

  • Fora Hélio Costa do Ministério das Comunicações! Por uma Conferência ampla e democrática!
  • Por participação popular na outorga de concessões de rádio e TV!
  • Pela legalização das rádios comunitárias!
  • Pela aplicação do artigo 54 da Constituição: fim da outorga de concessões a parlamentares e políticos!
  • Não ao AI-5 Digital do Senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG)

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Tá Chegando a Mudança!

O Movimento

DA IDEOLOGIA

O Movimento Mudança Universitário é um campo político do Movimento Estudantil brasileiro, composto exclusivamente por estudantes da educação superior e organizado em todas as esferas do movimento estudantil (CA’s, DCE’s, UEE’s, Federações e Executivas e na UNE). A Mudança, como também somos chamados, é um campo dirigente, de esquerda e democrático.

Nossa organização se dá a partir de núcleos de base organizados em cada Universidade e são os representantes desses núcleos que tomam as decisões mais importantes sobre nossa política e sua execução.
Esse método já demonstra onde, para nós, está o núcleo mais importante do movimento estudantil: nas organizações de base.

O Movimento Mudança, portanto, é uma congregação nacional de estudantes, grupos e entidades de base que têm opiniões semelhantes sobre o mundo, o Brasil, a Educação e o Movimento Estudantil. E que, percebendo a semelhança entre suas idéias e sua prática, unificam-se em todo o país para que, assim, com um monte de mudança em um monte de lugares, as mudanças fiquem mais fortes, cresçam e continuem mudando.

Resumidamente: a Mudança pretende se dar através de um-monte-de gente-fazendo-movimento-de-base-em-todos-os-cantos-do-país, para que, com a massificação de uma prática diferenciada em todos esses espaços, possamos democratizar o movimento estudantil, a universidade e a sociedade. É uma coisa tipo não esperar algo acontecer para mudar as coisas, mas fazer algo acontecer para mudá-las. Por isso nosso mote é “Mudança é Movimento”, porque só com movimento - e não com discurso - a gente muda de verdade.

A apresentação é uma parte difícil porque é muito difícil definir uma coletividade, cheia de complexidades e pluralidades, pior ainda quando é por escrito, quando o melhor critério é a prática. Mas afirmar nossas convicções máximas pode ser um bom caminho, e, por isso, repetimos:

Estamos do lado do povo. Porque as coisas não são difíceis de identificar: direita é direita, esquerda é esquerda, explorador é explorador e os oprimidos têm que ser organizar coletivamente. Nós estamos deste lado, contra as opressões de todas as formas. Contra o egoísmo dessa terra de gigantes, individualistas, que querem deixar ao “mercado” o que deve ser responsabilidade das pessoas. Que querem tratar como objetos, o que é gente, vida, irmandade.

Estamos do lado da felicidade. E por isso lutamos. Pela felicidade de todos e todas, porque não é possível sermos felizes com tanta tristeza e miséria ao nosso redor. Do lado das mulheres violentadas, dos revolucionários incompreendidos, dos operários explorados, das crianças famintas. Estamos do lado da paz entre os povos. Da liberdade religiosa. Do respeito às diferenças. Da linda pluralidade do mundo.
Estamos do lado da Educação Pública. Porque todos e todas têm o direito a se formar, se informar, conhecer, questionar, produzir, pensar, interferir, falar e ser ouvido. O mundo do conhecimento deve ser patrimônio coletivo, sem exclusão, com qualidade, igualdade e de graça. Porque tem que ser tarefa do Estado investir na emancipação de seu povo e no desenvolvimento.

Estamos do lado da Democracia. Para que cada um tenha liberdade de expressar sua opinião com as mesmas condições que qualquer outro. Para que os espaços decisórios dos grandes aos pequenos dilemas tenham as portas abertas à novidade e às divergências. Porque é na contraposição das idéias que surgem as soluções mais inteligentes. Queremos a radicalização da democracia. Nas escolas e fábricas. Nos municípios e países. Nos movimentos sociais e na cultura. Porque ninguém é detentor das verdades e ninguém é receptáculo vazio.

Estamos do lado da Juventude. Porque sonhamos e podemos. Queremos trabalhar, estudar e nos divertir. Da nossa forma colorida e sem limites. Com guitarras ou skates, livros e muitas canções. Queremos nossos direitos. Da nossa forma responsável e despojada. Somos uma nova geração de indignados e, assim, revolucionários cheios de sentimentos de amor. Nosso palco são as ruas. Nossas armas, as pessoas que lutam.

Estamos do lado dos Movimentos Sociais. Expressão do povo organizado. Estamos do lado do povo desorganizado também. Mas sabemos que somente nos organizando podemos desorganizar essa ordem do Império e da injustiça. Estamos com os movimentos campesinos e quilombolas pela Reforma Agrária popular. Com os movimentos negros e indígenas pela igualdade racial. Com os movimentos feministas contra a opressão machista e a exploração sexual. Estamos com o movimento operário pela emancipação dos trabalhadores. Do lado dos movimentos gays pela livre orientação sexual. Com os movimentos culturais pela nossa soberania. Estamos, enfim, em movimento. Porque “quem não se movimenta, não sente as cadeias que o prende”.

DOS PRESSUPOSTOS

Pressuposto 1: A cultura política de nossa sociedade capitalista fragmenta as relações sociais e impõe o indivíduo acima da coletividade. Na Universidade essa cultura é estimulada, até porque todo o processo educacional segue a lógica do sistema: oportunidade substitui os direitos, a concorrência combate a solidariedade e o tecnicismo sepulta a consciência crítica.

Pressuposto 2: O Movimento Estudantil vive uma crise, condicionada pelos fatores objetivos do sistema capitalista (individualismo, mercantilização, privatização da educação) e também por sua cultura política burocrática, aparelhista, viciada e centralizadora. Também a confusão ideológica quanto ao inimigo comum dificulta a unidade fundamental às grandes vitórias e acaba por despolitizar a disputa de idéias.

Pressuposto 3: A crise do movimento estudantil é estrutural, se disseminou em todas as esferas e pelos mais diversos campos políticos, inclusive os que se auto-nomeiam apolíticos. Por isso, consideramos um equívoco a análise de que os problemas do ME são exclusividade da UNE e de uma só força política. Este erro de avaliação despolitizado ignora fatos concretos como a falência de boa parte das Federações e Executivas de Curso, da ampla maioria das UEE’s e o baixíssimo número de DCE’s excelentes, democráticos, reconhecidos por seus estudantes. O ME precisa, em caráter de urgência, se debruçar na resolução de seus problemas pela raiz e refugar a opção fácil e irresponsável de bradar a partir de entidades esvaziadas e deslegitimadas que a entidade-do-outro é esvazida e deslegitimada. A Universidade e os estudantes agonizarão caso o movimento estudantil não interrompa imediatamente a sua cultura da disputa-interna-acima-de-todas-as-coisas. Disputa que se torna ainda mais condenável quando se dá com elementos artificiais, com críticas que poderiam perfeitamente ser auto-críticas. Para superar esse cenário, é preciso construir uma nova cultura política em todo o sistema, através de um esforço unitário de todos os campos políticos, militantes e estudantes brasileiros.

Pressuposto 4: Acreditamos que atualmente o Movimento Estudantil tem melhorado sua ação subjetiva e fatores objetivos têm colaborado para o reencontro de nossas bandeiras, principalmente no campo nacional, particularmente, a União Nacional dos Estudantes. A ampla unidade de ação e opinião construída no ME nacional no último período também tem possibilitado avanços na conjuntura, nas políticas educacionais e na organização do próprio movimento. Acreditamos ser este um momento propício para reencantar e transformar o Movimento Estudantil em todas as suas esferas, fortalecendo de baixo para cima a partir de núcleos organizados e sintonizados com a máxima de que “importante é o movimento”.

DOS FINS

O Movimento Estudantil deve servir, primeiramente, como alternativa de organização e construção da consciência coletiva para a transformação de nossa realidade. Deve apontar uma alternativa de vida universitária para além dos bancos, fórmulas e códigos. Deve estimular o debate de idéias, a contraposição de opiniões, promover a vida cultural, científica, democrática, esportiva, comunitária no espaço universitario. O próprio ME deve ser compreendido como um espaço alternativo de formação educacional, complementar e indispensável à formação acadêmica.
Como organização coletiva e as entidades representativas, o ME também deve lutar por direitos. Exigir a qualidade e a formação completa no processo educacional, libertando a Universidade da cultura individualista, liberalizante, mercadológica e tecnicista. Cada instância do Movimento Estudantil deve lutar por direitos educacionais e sociais em sua esfera de atuação.

Portanto, para construir junto com os estudantes uma consciência crítica que nos liberte da opressão e da limitação mercadológica e para transformar radicalmente a Universidade e a educação, o Movimento Mudança defende um movimento estudantil que tenha na participação dos estudantes sua principal determinação. Que seja feito pela base, com diálogo amplo e plural, de forma articulada entre todas as esferas de movimento. E que tenha a capacidade de unificar a luta pela superação do capitalismo, por direitos iguais e pela educação emancipatória com o avanço concreto nas necessidades e direitos cotidianos dos estudantes brasileiros.